Há uns dias atrás estava revirando as gavetas, armários em casa, e meu computador, então encontrei tantas fotos antigas, tantos momentos perdidos, tantos desenhos e textos que eu fazia... Não consegui entender nenhum! Alguns odiei, outros amei, outros não soube dizer o que sentir ao ver e ler. Tantos textos depressivos e confusos, desenhos aleatórios, malucos... Percebi também que na maioria das fotos eu estava séria, pensativa, algumas chorando e poucas sorrindo. Nelas reencontrei velhos amigos, paisagens, familiares e até bichos de estimação que eu perdi para o tempo. Eu me reencontrei. Lá estava eu, o meu velho "eu". O "eu" que por tanto tempo procurei e acho que finalmente o encontrei, ou melhor dizendo; me compreendi. Alguém depressiva, solitária, a maioria do tempo brincalhona, alguém que sempre olhou para o mundo de um modo diferente. De um modo profundo porque é isso que eu sou, sempre fui e sempre serei; profunda.